No horizonte (Line Garnevi)

1 ago
No horizonte uma flor murcha devagar…
Eu no escuro, vejo meu reflexo no espelho.
Sozinha, num quarto vazio, escuro.
Um vento gelado toca minha cabeça, esvoaçando meu cabelo
até parece a mão de um ser com pena de mim !
Ir até as estrelas, e ficar por lá pra sempre…
não quero chorar mas uma lágrima já vem brotando só pra dizer
que o meu coração é seu lugar…
Não tenha medo de mim !
Vem me amar, romper minha boca com um beijo enquanto mais
uma lágrima escorre pelo meu rosto…
me abrace devagar, com carinho !
Olha pra mim, não fala nada, apenas me abrace.
Eu quero ser como o vento, estar em qualquer lugar,
soprar a vida e a morte, estar em você agora.
No horizonte, uma flor se abandona e deixa que suas pétalas caiam.
A fragilidade da minha vida é o que me guia.
Segure minha mão e diga que tudo vai ficar bem, por favor, não diga que estou errada.
Se algum dia te fiz chorar, perdão é o que peço agora á você.
No horizonte, finalmente, uma flor morta é levada pelo vento…
Dessa vez pra sempre !

Uma resposta to “No horizonte (Line Garnevi)”

  1. Masudh Adhom-Ráh 03/08/2011 às 21:12 #

    Triste, mas infinitamamente belo.

    E quem disse que não há beleza na tristeza?

    São pouquíssimas as pessoas capazes de escrever algo assim.

    Bençãos de Harmonia

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