A dama de negro (Bela Síol)

5 ago

Então ela veio…
Silenciosa, impiedosa.
Trajava negro sob o manto da noite.
Sua face refletia as marcas do tempo.
Era a senhora invencível,
Soberana de todos.
Seu hálito frio,
Seu olhar sombrio,
Ainda assim atraente pra muitos.
Sua dança uma espiral descendente,
Prenúnico de um ataque iminente.
Sua espada uma águia certeira,
Cúmplice da foice da vida,
Ceifando o que não fazia sentido.
Sua justiça diferente da nossa,
Sua vontade irredutível senhora.
Então ela se foi…
Levando consigo o que quis
Deixando um vazio escuro em silêncio,
E a esperança de um recomeço feliz.

Bela Síol 05/08/2011

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