«Avesso» Ariane Vasconcelos

8 ago

Para o sonâmbulo que vagueia,
O tempo se faz ao contrário,
Imerso entre figuras retorcidas.
E um eterno dia, a noite lhe parece.
Enquanto se desdobra inconsciente,
O avesso aos olhos se restringe.
E seus sonhos, imagens tecidas
Sob espelhos enegrecidos.
Mas se sorri, despertando
Ao caminhar em meio à escuridão da noite,
O porto se apresenta no tresvario
Das percepções dormentes.
E uma fagulha pode ser seu farol.
Então, regadas pelo néctar etéreo
Pode ver estrelas germinar de sementes
E Adornar o Infinito que se levanta
Numa sinfonia sutil que canta e
Ressoa no pulsar das raízes na terra.

Ariane

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: