AMOR, PROFUNDO AMOR. (Luciana Rocha)

10 set

Ele beija a palma da mão em sinal de prece.
Finda a música da alma.
Entre muralhas distanciam-se.
Tudo enegrece, não há luar, extingue-se…
O açude está seco entre o alambique das lembranças…
A borboleta retrocede ao casulo – vira óvulo no útero da saudade.
Mesmo desperta, muda, ensurdece em meio ao caos…
Deixa apenas a sombra por entre tijolos ilusórios.
Quer – não tem. Tudo leva a solidão?
Alma cortada em várias fatias finas, o soluço é presidiário…
Ela engole o choro, grita pra dentro, desespera-se…
Não há o que fazer. E, o momento finda.
A esperança quebra o novo ciclo…
Tudo partiu, rompeu, dilacerou, rasgou…
O que deu tão errado?
O frio empobrece a alma que não enobrece…
Não há centelha no olhar profundo…
No quarto vazio as horas passam lentas…
As mentes embotadas separadamente.
Que melancolia! Que dor! Que vazio!
As palavras fogem do sim…
Quer o abraço. Quer o enlace. Quer…mas, não tem…
Do açúcar, restou o sal. Do trigo, o pó. Do pão, a fome. Do sorriso…
Nunca imaginaria o que passou findou em lage fria.
Foi. O dia chegou ao fim, no fundo do amor.

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