Vazante (Bela Síol)

28 nov

Tô na vazante de meus sentimentos,

Meu coração antes fértil,

É um deserto sem vida.

Meu peito árido,

Que o desamor castiga,

É músculo que não pulsa.

Secaram as lágrimas,

E veio a indiferença.

Nenhuma água,

Que refresque meu sorriso,

Nenhuma chuva vista da janela,

Num momento saudade.

Não tenho ausências,

Pois as memórias felizes,

Jazem nos veios arenosos,

Desse estéril lugarejo.

A primeira chuva que cair,

Lavará meu desespero,

As próximas torrentes,

Se não vierem em enxurrada,

Destruindo, em vez de reavivar,

Trarão novos sonhos,

Amores e esperanças.

Só temo que este rio tenha morrido,

Para a eternidade,

E me sepultado em suas profundezas

Onde serei um fantasma a vagar

Ouvindo o eco da solidão.

 

Bela Síol (27/11/2011)

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