Submundo pessoal

14 jan

Que a luz se apague,
Para que a escuridão me envolva,
E reste a sombra a me fazer companhia,
Permanecerei encolhida pelo pavor,
Da voz que amedronta,
E nunca cala dentro de mim.
Ela me diz coisas horríveis,
Me humilha e me derrota.
Ela tem mais razão, é mais sábia,
Me conhece melhor que ninguém.
Que venham os demônios,
Em sua macabra ciranda,
Porque os alimento.
Sei que é preciso exterminá-los,
Apesar da dependência criada.
Encaro que vai doer,
Porque o reflexo no espelho é deformado.
Matar meus demônios,
É sacrificar pedaços de mim.
Estou sendo arrastada pro fundo,
Sem a certeza de sobreviver,
Na ilusão de que não posso viver,
Sem essa que sou,
Porque a nova eu
É uma completa desconhecida,
Que pede passagem, me deixando confusa,
Apesar de ser um caminho sem volta…

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