Entalos (Bela Síol)

27 jan

 

A garganta fechada,

Guardando a raiva do grito.

O fogo nos olhos crepitando de ódio.

O desejo contido de explodir,

Num lampejo de loucura.

A cegueira das razões do outro.

O ego dominando,

Iludido pelo espelho.

Força indomável,

Como cavalos selvagens.

O impulso, a emoção,

A falta de razão.

A ausência de domínio,

Que corrói e destrói,

Minando o que pode ser bom.

Acalento do desespero,

Amarga espera pelo troco.

Ódio, serpente venenosa!

Ladeira abaixo sem freios.

Passeio ao submundo,

Enevoando a mente,

Dos que sentem.

Inimigo íntimo dos que não se conhecem…

 

Bela Síol 26/01/2012

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