Diversidades (Bela Síol)

14 maio

 

A alma anseia prazer,

No corpo instrumento,

Veículo de arrepios e gozos,

Que causam frêmito divino.

A mente é quem limita,

Pela razão quase nunca racional,

Regras e preconceitos,

Castrando o que deve ser puro e livre.

Pra alma não há falos ou yonis,

Há o reconhecimento no olhar,

Há a transcendente busca do prazer,

Entre corpos iguais ou desiguais,

Cada um na sua procura.

Uns atrás do complemento pelo diferente,

Outros querendo potencializar o que é igual.

Pra alma o instinto é saudável,

E o demônio não mora no sexo,

Mas nas mazelas da hipocrisia.

A alma celebrar o amor,

Enquanto os homens o corrompem,

E o menosprezam como mercadoria,

Que se vende em qualquer esquina,

Acompanhado de manual em língua,

Sem tradução.

 

Bela Síol 14/05/2012

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