Madrugadas…(Bela Síol)

14 ago

No silêncio da madrugada,
Se tecem sonhos,
Se traçam e destraçam planos.
Na quietude do breu,

A alma se inquieta.
A dúvida acende um cigarro,
E o traga lentamente embora voraz.
A fumaça revela a escuridão,
Que afunda no peito.
Todos os medos guardados,
No porão da memória.
O futuro é bicho papão,
Escondido em baú.
Poeira que cobre a razão,
Silêncio, escuridão!
Que destroça o coração,
Repartido em pedaços,
Espalhado aos cacos,
Sem tomar uma decisão.
Fria madrugada!
Cortando tal navalha,
Atordoando a mente,
Torturando a alma solitária.

Bela Síol 14/08/2012

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: