Eclipse da alma (Bela Síol)

3 set

O mundo permanece o mesmo,
Eu que virei tempestade,
O coração apertado,
O timo gritando socorro,

Nuvem que encobre o brilho,
Escuridão e silêncio sobre o sorriso,
E nada aparentemente mudou,
Embora minha alma esteja confusa.
Queria estar só!
Mas tenho a dúvida,
Infiel companheira das horas aflitas,
E seus conselhos a me atormentar.
Já não vislumbro o chão seguro,
De momentos recentes.
Me perdi da decisão ao longo do caminho,
E tudo parece tão surreal!
O exato, o definido, o concreto,
Parecem pertencer a outra dimensão,
Porque dentro de mim só um abismo,
Porque dentro de mim só indecisão.
O corpo congela e a alma desaprende a ser teixo.
A lua tormentosa se finda,
Deixando cravadas as marcas de sua fúria,
Dentro de mim destruição e reconstrução.

Bela Síol 03/09/2012

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