Íntima tempestade (Bela Síol)

12 set


Não tenho forças,
De negar o apelo,
Da tua existência,
Sobre minha alma.

Nem de evitar,
Olhar tuas fotos,
A todo momento.
É ficta a presença,
E quase escuto tua voz.
Não posso impedir,
Vazar pelos olhos,
A falta do que nem tive.
E dentro sou tempestade,
Poeira e imensidão,
De um vazio abismal,
Deixado pelo sorriso,
Que não mais ilumina.
E sei que é paixão,
Essa consumição,
Que tortura e excita,
Que pune e desassossega.
E no apego às lembranças,
Volto todos os dias,
Ao ponto de nosso começo,
Na esperança da cura,
De algo sofrido,
Embora não vivido.

Bela Síol 10/09/2012

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