A cortesã (Bela Síol)

6 out

 

Dama incompreendida,

Insatisfeita com o trivial,

Insaciável alma antiga,

Apontada pelo senso comum,

Como a mais perversa,

Ou pervertida senhora.

Nua no corpo,

Inquietante na mente,

Inquisidora de homens,

A tocar-lhes os peitos,

Com dedos de pétalas,

E dobrar-lhes o orgulho.

Quando tão senhores de si,

Buscam a leveza e beleza,

Entre as pernas daquelas,

As quais amaldiçoam,

Porque temem o confronto,

Com o poder verdadeiro e arrebatador.

Não é a puta,

Que desconhece a arte de amar,

Mas aqueles que a renegam,

Às sombras da hipocrisia,

Quando furtivos se aninham,

Em braços de seda,

Perdendo o juízo,

Tocados por lábios enfeitiçados,

Que recitam conselhos,

E estampam sorrisos.

Mel e pimenta da amiga cortesã,

Mulher de coração que pulsa na pélvis.

 

 

Bela Síol 06/10/2012

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