A rainha louca (Bela Síol)

26 out

A insana rainha sucumbiu…
No colo…

A caixa surrada de suas lembranças,
Reminiscências manchadas,
Dos tempos de áureo sucesso,
E estabelecimento cheio.
Negócio de fachada,
Vendendo salvação,
Quando perdição era o seu produto.
A razão afastou seus fiéis escudeiros,
Deixando a rainha amargar o silêncio,
Sobre o motivo real da debandada.
Nada mais que sua eterna mania,
De sentar sobre o muro.
Eis a sua decadência!
O percurso do tempo chegando ao fim.
A rainha perdeu os cabelos,
Ou os arrancou ao temer concorrência,
Por acreditar que tinha muito a oferecer,
Quando seus ex aliados, já despidos dos véus,
Mudaram seus caminhos e seguiram felizes,
Tendo uma vez ou outra…
Vagas notícias,
Da débil senhora,
Vítima da senilidade,
Escrava de suas escolhas.
O espelho rachou, os dentes caíram,
Os olhos fecharam,
O fel umedeceu-lhe os lábios.

Bela Síol 20/10/2012

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