Panorama do caos (Bela Síol)

14 nov


De minha janela,
Vislumbro multidões,
Posando em falsetes,
Para uma fotografia de época.
Retrato de único momento,
Para o álbum das eras.
A massa modelo,
Anacronicamente envolvida,
Ignora a passagem do tempo,
Justifica com sangue as fraquezas,
E afasta a paz de dentro de si.
De minha janela…
Contemplo o caos e a beleza,
Me apiedo das pobres crianças,
E maldigo-lhes a sina de heróis,
Ou prováveis escravos forçados,
À construção de um mundo melhor.
De minha janela,
Inalo a fumaça do fim,
E evoco bons ventos,
Para que venham balançar,
Minha cortina de cores.

Bela Síol 14/11/2012

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