Balada do amor perdido (Bela Síol)

7 dez
balada

Senti escoar por meus dedos,
A fragilidade de seu corpo,
O perfume de seus cabelos,

A beleza de seu sorriso.
Ouvi o salto tocar o chão,
Cada vez para mais longe,
Como o som marcante,
De uma marcha fúnebre,
Selando a morte entre nós.
Ela se foi deixando saudade,
E meu corpo frio, exaltava a morte,
Enquanto meus olhos marejavam,
A quentura de toda minha paixão.
A porta se fechou e eu ali, inerte,
Sem qualquer razão de seguir em frente,
Pois aquela mulher me roubara,
Parte da alma sem a qual não poderei de novo amar.

Ainda sinto as unhas doerem,
Após cravadas sobre seus músculos.
O homem viril a quem amo,
Hoje inerte, despediu-se de mim.
Bati a porta após impropérios,
Fugidos de minha boca,
E me afastei tentando manter a pose,
Falsa dignidade de quem vai embora,
Sem olhar pra trás, sem deixar rastros.
Hoje doei o mais sombrio de mim,
Ataquei-o fisicamente, feri-lhe a alma,
Derrotando-lhe a pretensa força.
Não tenho orgulho do feito,
Não sei ao certo o que sinto,
O tempo me trará saudades,
O tempo ensinará que não se colam cacos.

Bela Síol 06/12/2012

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