Imune (Bela Síol)

13 dez

imune

 

Hoje colho doces frutos,

Sem esquecer da seiva amarga,

Da árvore envenenada,

Outrora, minha nutridora.

Resisti ao devastador efeito,

Do veneno em minhas veias,

Destilei, digeri, não sucumbi.

Imune ao mal que bebi,

Tornei-me árvore de seiva adocicada,

E suave perfume espalhado ao luar.

 

Bela Síol 13/12/2012

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