Dívidas (Bela Síol)

23 abr

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De tudo o que me deste,

Faltou apenas respeito,

E tudo perdeu o valor.

Não cubro meu pranto,

Com o véu das aparências,

Pra disfarçar teus deslizes.

Me destes um mundo,

Levaste embora meu sorriso,

Me tiraste mais do que me deste,

Sem interessar o que eu queria.

Teu melhor não é o bastante,

Pra compensar o mais puro de mim,

Que te ofereci com amor,

E fingindo receber com gratidão,

Jogaste ao chão sem piedade.

Teu silêncio é só maldade,

Ou tamanha covardia,

Que não mais cabe em minha vida,

Pois hoje realizei uma faxina,

Pra limpar de mim os teus fantasmas,

Essas loucas vozes que insistem,

Em lembrar nossos momentos,

Momentos qual fumaça em dia de vento.

Lembranças que tão doces num instante,

Viraram tormento permanente.

Vieste pedir o meu perdão,

Mas totalmente em vão,

Porque se te perdoo,

Traio a mim mesma,

E deixo a porta aberta,

Para que me apunhale uma vez mais.

E de autoflagelo não sou capaz.

Então, faça-me um grande favor,

Conviva com tuas escolhas,

E que elas lhe doam,

Porque se não fui boa antes,

Agora que tenho o veneno em minhas veias,

Posso ser pior do que imaginas.

 

Bela Síol 23/04/2013

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