A cura e o tempo (Bela Siol)

25 abr

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A doença se apressa,

Enquanto lenta é a cura.

A febre arde e delira,

Instalada está a paixão,

Rápida, implacável,

Me tomando as forças,

Me roubando o controle.

Eis a submissão,

Que vence a razão.

Sou escrava de tuas vontades,

Cega às tuas maldades,

Numa ilusão surreal,

Sem perceber todo o mal,

Que destila sem pudores.

Debaixo de meus olhos,

Antes cegos apaixonados,

Vejo um canalha descarado,

Que esmigalhou meu coração.

Veloz e voraz veio a decepção,

E nem adianta pedir perdão.

Te perdoar é adoecer gravemente,

Deixar a alma purulenta,

Quando sei que a cura é lenta.

O vírus que tem seu nome,

Ainda está dentro de mim,

Nesse ódio que antes amor,

Não é nada mais que dor,

Profunda e silenciosa,

Que me cala o sorriso.

É de paz que preciso,

Me ver livre desse tormento,

Na espera eterna,

De que me cure com o tempo.

 

Bela Síol 25/04/2013

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