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Ausência de poesia (Bela Síol)

16 dez

ruas vazias

 

Me divorciei da poesia,

Bati a porta,

Sem olhar para trás.

Guardei palavras e rimas,

Encaixotei emoções.

E caminhei por ruas vazias,

Sem cheiro de café,

Ou ruídos de vozes.

O silêncio tem cores opacas,

Quando as ideias se calam,

E o poeta vaga sem direção.

Antes, ela possuía minh’alma,

Preenchia meus dias,

Embalava meus sonhos.

Hoje é mar de saudade,

E perfume de solidão.

 

 

Bela Síol 15/12/2013

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Manual de paixão (Bela Síol)

2 set

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Nada de algemas,
Só laços,
Pra que eu fique,
Indefinidamente…
Em seus braços. 
Nada de cena,
Nem alma pequena,
No coração infinito, 
Onde tudo bonito, 
Enfeita nosso caminho.
Nada de dor,
Apegos, ciúmes, 
Posse e decepção. 
Apenas sorrisos, 
Frio na barriga, 
Desejo, luxúria, 
Amor, respeito, 
E Tesão!!!

Bela Síol 02/09/2013

Flores azuis (Bela Síol)

2 set

Image

 

À beira do caminho,

Há flores azuis,

Pequeninos pedaços de céu,

Brotados da terra,

A bailar com o vento.

Flores meninas,

Orvalhadas de mar,

Num tom de esperança,

Quando o céu é feliz,

Num dia calmo de sol.

Azuis são as flores à margem,

No limite de meu caminhar,

O passo descompassado,

O pensamento encantado,

Quando meus olhos,

Se perdem no horizonte infinito,

Para a imensidão contemplar.

 

Bela Síol 27/08/2013

Voo das borboletas (Bela Siol)

28 jul

voo

 

 

Fadas de asas rendadas,
Tecidas em seda e luz,
Imagos de fino traço,
Pousando de flor em flor.
Poesia alada ao sol da manhã,
Purpurina que se espalha,
Dos lábios da Deusa.
Sopro de alegria,
Por sobre a terra.
Borboletas em voo,
É festa a colorir o céu,
É a sedução de seguir seus rastros,
Até os misteriosos caminhos,
Que só olhos pagãos podem encontrar.
Pra onde vão as borboletas?
Pra onde voam as borboletas?
Espero que um dia,
Me levem a voar!

Bela Síol 28/07/2013

O Perseguidor de Sonhos (Ligia Raido)

5 jul

ligia

Ela corre, luta, aprende…
No mundo dos sonhos tudo é possível
Tudo é permitido…
Encontros e desencontros… São muitos os portais e as estradas a serem descobertas.
Toda noite esses portais são abertos…
Vez em quando ele consegue alcança-lá.
É incrível que depois de anos, séculos até, ele ainda sinta o seu cheiro, a sua magia.
Mas ela não o quer, não mais, não depois de tanto tempo.
Ela simplesmente segue a estrada de seus sonhos, e deseja que ele um dia possa reconhecer a dele.

02/07/2013
09:39

Espera (Ligia Raido)

5 jul

espera ligia

Vontade de chorar…
Um misto de angústia e saudade…
O peito está apertado… Cansaço.
A jornada até aqui foi longa, e essa espera a deixa apreensiva.
A noite está clara e quase não há Lua, acendeu a fogueira, talvez a chama a conforte…
Ela fecha os olhos e chama por Ele, e por alguns instantes pode sentir a sua presença.
-Onde você está? Ela sussurra.
Só o que pode ouvir é o vento…
As lágrimas escorrem de sua face…
-Sinto sua falta… Ela sussurra.
E novamente é o vento que responde.
Ela chora…
Por alguns momentos ela é apenas saudade.
Abre olhos, passa as mãos pelo rosto, se levanta…
-Estou cansada, é isso. Apenas estou cansada… Ela diz ao vento.

04/07/2013
23:21
Ligia Raido

Reconstrutora de mim (Bela Síol)

4 jun

ventania

 

Me despedaço, me descasco,

Me desintegro e me reconstruo,

Sou as peças que quebram minha cabeça,

Pensamentos, ideias, planos e sonhos.

Sou os cacos guardados no meu coração,

Dúvida, raiva, amor, esperança.

Sou sombra da minha própria luz,

E luz sobre minha escuridão.

Nem lúcida, nem insana,

Apenas peregrina no rumo de algum lugar,

Que o redemoinho de vento,

Possa meus pés descalços levar.

 

 

Bela Síol 04/06/2013

 

Poema dedicado às filhas de Iansã.